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sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Eleições 2014 - Manifesto presidência IECLB!


O exercício da fé cidadã
O povo brasileiro experimenta um período democrático duradouro. Ao longo de várias décadas ele vem tendo a oportunidade para se manifestar e expressar a sua opinião por ocasião da eleição de pessoas para funções nos níveis municipal, estadual e federal. No mês de outubro deste ano, milhões de brasileiros e de brasileiras irão se dirigir às urnas com o objetivo de eleger representantes para os legislativos e executivos estaduais e federais.

O cenário eleitoral mostra que essa rotina está permeada por sentimentos contraditórios. Observa-se, de um lado, entusiasmo e grande paixão. De outro lado, verifica-se um desânimo em setores significativos da sociedade. Apesar das mudanças e das melhorias acontecidas em diversas áreas, podem ser elencados problemas e dificuldades que perduram.A consolidação de uma rotina eleitoral, sinal de amadurecimento da democracia, por sua vez, também desperta certa frustração com o sistema político brasileiro. O nível de informação sobre a realidade cresce em meio à população e a democracia representativa parece não dar conta das dificuldades que perduram.

O descrédito para com a classe política e a fragilidade dos processos decisórios fazem crescer a vontade de uma maior participação cidadã nas decisões que envolvem projetos, 

investimentos e gestões públicas. As pessoas querem sair da sua posição de expectadoras e desejam uma intervenção mais decidida na formulação, implementação e fiscalização de políticas públicas. Surge a consciência de que democracia é mais do que o simples exercício do voto a cada dois ou quatro anos. Emerge a perspectiva de que a cidadania diz respeito à participação e ao envolvimento político no cotidiano da vida.

A Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) está envolvida com o processo político brasileiro. Ao longo das três últimas décadas, emitiu cartas pastorais, posicionamentos e declarações sobre temas da realidade brasileira. Com toda clareza a Igreja evita separar a fé 

e a política, ainda que as distinga. Com muita convicção ela afirma a dignidade da vocação política e a reconhece como um chamado a serviço do povo com vistas à promoção da 
justiça, da paz e da fraternidade.

A partir da teologia luterana, entende-se que Deus tem o Estado como instrumento de ação no mundo. Deus coloca a seu serviço governos e instituições, independente de sua orientação religiosa. Mesmo que ao longo do tempo tenha havido uma mudança nas estruturas políticas e em sua representação, o Estado torna-se insubstituível. A sua superação dar-se-á somente quando a lei estiver inscrita no coração das pessoas (Ezequiel 36.26s) e quando Deus habitar no meio do seu povo (Apocalipse 21.3s).

A IECLB faz parte da tradição protestante que se empenha pela separação de religião e Estado. Preconiza a defesa do Estado laico. A IECLB incentiva sempre a participação em partidos políticos como canais institucionais que expressam valores e ideologias presentes na sociedade brasileira. Condena vícios nefastos presentes na cultura política brasileira. Dentre eles, destaca-se o clientelismo, o coronelismo e a defesa de interesses meramente corporativos e pessoais. Por isso, para a IECLB, o assédio às pessoas identificadas com a fé evangélica por parte de candidatos/as e a tentativa de transformá-las em um curral eleitoral representam um grande desserviço à democracia.


A IECLB evita a tentação de exercer qualquer tipo de tutela sobre os seus membros. Ela não tem candidatos próprios por uma questão de princípio: ela não é partido político! A partir do Evangelho, as pessoas, ao mesmo tempo cidadãs e membros da Igreja, têm uma profunda liberdade para agir responsavelmente na sociedade e no mundo. Nenhuma pessoa pode ser coagida a agir contra a sua consciência. Nenhuma liderança eclesiástica pode impor qualquer candidatura ou proposta político-partidária. Deve, isso sim, incentivar a reflexão sobre valores e princípios a serem considerados nas escolhas políticas.

Com base nessa visão, torna-se condenável o uso e abuso de símbolos religiosos ou mesmo o nome de Deus como forma de sensibilização para ganhar o voto das pessoas. Para a teologia luterana, Deus fica descartado como cabo eleitoral e nenhuma candidatura pode arvorar-se como preferida de Deus. O uso do nome de Deus para mascarar interesses particulares torna-se uma ofensa a Seu nome. A defesa de interesses pessoais e corporativos, inclusive de igrejas, representa uma forma de egoísmo grupal. Pisoteia o valor sublime da política que se caracteriza pela dedicação ao bem comum, pela defesa da dignidade humana e pela transformação da sociedade.

A partir da liberdade proporcionada por Cristo, as pessoas evangélico-luteranas chamam a si a prerrogativa da crítica e do questionamento às instituições quando estas não estiverem a serviço da justiça, da paz e da integridade da criação. Pessoas evangélico-luteranas não voltarão as costas para a política quando regimes e governos estiverem prestando um desserviço à sociedade. Contribuirão, isso sim, para a sua reforma, seu redirecionamento, sua transformação ou sua substituição segundo os propósitos de Deus.

No ano em que a IECLB celebra seus 190 anos de história e tem como tema ”viDas em comunhão”, o processo eleitoral torna-se uma oportunidade para fortalecer vias que promovam a “paz da cidade”. Em meio à efervescência eleitoral, os membros das comunidades são chamados para o exercício da fé cidadã de forma responsável, evitando (sobretudo nos debates nas redes sociais) linguagens generalizantes de uma crítica fácil e superficial. Igualmente, todas as pessoas são conclamadas para o exame cuidadoso dos históricos de vida das candidaturas, das suas trajetórias políticas, dos seus programas, dos seus compromissos assumidos e a discernir o projeto a ser apoiado à luz dos valores evangélicos.

Exercitemos, pois, a cidadania que brota da fé! Participemos da vida política como resposta à vocação de Deus! Oremos a Deus para que a civilidade, a paz, a justiça, a harmonia, a liberdade, a democracia se tornem realidade pelos vínculos baseados no respeito, no diálogo, na gratidão, na partilha e na diaconia!

Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao Senhor, porque na sua paz vós tereis paz (Jeremias 29.7).

Nestor Paulo Friedrich
Pastor Presidente da IECLB!

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Festa da Colheita na comunidade de Cachoeira Alta!

No domingo passado, dia 17/10/14, tivemos culto com festa da colheita. Foram muitas as bênçãos pelas quais agradecemos neste dia.

Tivemos os primeiros frutos das pessoas que estão aprendendo a tocar um instrumento musical: Daniel e Gustavo, no teclado; Gabriela, Roselaine e Taline, no violão.

Grupo de violeiras - Taline, Roselaine, Gabriela e a professora Sissi. 

Altar da Comunidade decorado.


No início do culto, cada pessoa recebeu uma fita colorida. Antes da comunidade receber a Bênção Final, cada pessoa foi convidada a pensar numa bênção especial que recebeu neste ano, ou no ano passado. Toda a comunidade amarrou sua fita numa pequena árvore ao lado da igreja. 

Assim, essa árvore será um memorial das bênçãos recebidas. Essa árvore servirá para lembrar a comunidade, nos seus momentos de crises, que Deus esteve e continua com cada pessoa. 





Comunidade recebendo a Bênção final.

Fotos, texto e post: P. Jonas Krause! 


sábado, 9 de agosto de 2014

Dia dos pais!

Mensagem Pai de Verdade! 


Pai de verdade mesmo sabe que ser pai não é simplesmente
recolher o fruto de um momento de prazer, mas sim perceber
o quanto pode ainda estar verde e ajudá-lo a amadurecer. 

Pai de verdade mesmo não só ergue o filho do chão quando ele cai,
mas também o faz perceber que a cada queda é possível levantar.
Ele não é simplesmente quem atende caprichos: ele sabe perceber
quando existe verdadeira necessidade nos pedidos.

Pai de verdade mesmo não é aquele que providencia as melhores
escolas, mas o que ensina o quanto é necessário o conhecimento.
Ele não orienta com base nas próprias experiências, mas demonstra
que em cada experiência existe uma lição a ser aprendida.

Pai de verdade mesmo não coloca modelos de conduta, mas aponta
aqueles cujas condutas não devem ser seguidas.

Ele não sonha com determinada profissão para o filho, mas deseja
grande e verdadeiro sucesso com sua real vocação.

Ele não quer que o filho tenha tudo que ele não teve, mas que tenha
tudo aquilo que ele necessita e conquistar.

Pai de verdade mesmo não está ali só para colocar a mão no bolso
para pagar as despesas: ele coloca a mão na consciência e percebe
até que ponto está alimentando um espírito de dependência.

Ele não é um condutor de destinos, mas sim o farol que aponta para
um caminho de honestidade e de Bem.

Pai de verdade mesmo não diz " Faça isto " ou " faça aquilo " , mas sim
" tente fazer o melhor de acordo com o que você já sabe " .

Ele não acusa de erros e nem sempre aplaude os acertos, mas pergunta
se houve percepção dos caminhos que levaram o filho a esses fins.

Pai de verdade mesmo é o Amigo sempre presente,
atento e amoroso - com a alma de joelhos -
pedindo a Deus que o oriente na hora de dar conselhos ... 

Feliz dia dos pais! Esses são os votos da Paróquia Evangélica de Confissão Luterana de Tapejara/RS.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Intercessão pela paz!

Irmãs e irmãos nas Comunidades da IECLB!

Para sentirmos a violência que fere, que deixa sequelas e até mesmo destrói vidas, não precisamos ir para o exterior. Em qualquer recanto do Brasil é essa a realidade. Infelizmente essa é a realidade. Chegamos ao ponto em que o noticiário coloca lado a lado os resultados dos últimos jogos de futebol e o número de pessoas assassinadas no final de semana. E a gente corre o risco de preocupar-se com o time que perdeu!

Acompanhamos com um grande aperto no coração o confronto entre Palestina e Israel. Diante disso, entendemos ser momento oportuno para, como Igreja, marcarmos presença sempre maior onde são desenvolvidas ações em favor da paz, buscando a superação da violência. Além disso, podemos orar, intercedendo pela paz.

Em relação ao conflito entre Israel e Palestina, a IECLB busca informações junto à FLM - Federação Luterana Mundial. Segundo Munib A. Younan, Bispo da Igreja Evangélica Luterana na Jordânia e na Terra Santa e Presidente da FLM, a Igreja "continuará a orar por todas as pessoas que são vítimas dessa guerra. Nós continuamos a clamar por um cessar fogo ancorado num processo de paz", disse. "O que Palestina e Israel necessitam neste momento é justiça, paz e dignidade em lugar da radicalização, da vingança e do derramamento de sangue promovidos  pelo apoio diplomático ou militar por qualquer dos grupos envolvidos", acrescentou. O pedido em favor do cessar imediato das hostilidades foi compartilhado pelo Secretário Geral da Federação Luterana Mundial, Reverendo Martin Junge, que definiu a nova onde de violência como "uma escalada de loucura" que se traduzirá em perda para todas as partes.

Diante da violência em qualquer lugar da face da terra, o Lema da IECLB em 2014 - Procurai a paz da cidade para onde vos desterrei e orai por ela ao Senhor, porque na sua paz vós tereis paz (Jeremias 29, 7) - motiva-nos a que em nossos cultos incluamos uma oração de intercessão, para a qual sugerimos:

Deus da vida e da paz! Não te canses de admoestar teus filhos e tuas filhas que a violência não é meio para solucionar conflitos.

Vem, Senhor, sentir a dor que toca tão fundo a tua gente que sofre violência!

Vem, Espírito Santo, sopra uma brisa nova que motive a compaixão e o acolhimento em favor da paz, aqui neste lugar, no Brasil, em Israel, na Palestina, no mundo que tu criaste. Amém.

(É momento oportuno para cantarmos em nossos cultos o Kyrie criança, conf. o Livro de Culto, p. 342).

Fraternalmente,

Nestor Paulo Friedrich

Pastor Presidente



Post feito por Jonas Krause pastor!

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Guerra de Israel contra a Palestina. Manifesto do CONIC!



O CONIC recebeu, na manhã desta terça-feira, 29, um apelo da Rede de Voluntários do Programa Ecumênico de Acompanhamento na Palestina e Israel - organismo promovido pelo Conselho Mundial de Igrejas - com a informação de que uma igreja Católica em Gaza foi orientada pelo Exército Israelense a evacuar o edifício que ocupa.
 
O problema é que tal igreja mantém, abrigadas ali, crianças deficientes e idosos, fato que praticamente inviabiliza a evacuação. A informação foi publicada originalmente pela agência de notícias Independent Catholic News (veja AQUI).
 
Enquanto Conselho de Igrejas, o CONIC reforça o apelo da rede de voluntários do PEAPI no sentido de que o Exército israelense pare de atacar áreas civis e negocie um cessar-fogo imediato. Vale ressaltar que a Secretaria-Geral do CONIC já encaminhou o apelo do CMI (abaixo) ao Itamaraty e à Embaixada israelense em Brasília.
 
APELO HUMANITÁRIO
 
A situação da ofensiva israelense na Faixa de Gaza continua se agravando, enquanto a comunidade internacional assiste de forma passiva o número de mortos superar a marca de 1.100, já se aproximando do recorde de mortes em uma ofensiva militar israelense em Gaza.
 
Nesta manhã, através dos contatos locais do Programa de Acompanhamento Ecumênico na Palestina e Israel do Conselho Mundial de Igrejas com seu Escritório em Jerusalém, recebemos o apelo da comunidade Católico Romana de Gaza, da Igreja da Sagrada Família.
 
Na mensagem, o padre local informa que a Igreja Católica da Sagrada Família, recebeu ordem de evacuação por parte do Exército Israelense, que planeja bombardear a região durante a noite. Diz o padre:
 
"A igreja de Gaza recebeu uma ordem de evacuação... eles vão bombardear a área de Zeitun e as pessoas já estão fugindo. O problema é que o padre George e as três irmãs [da congregação de] Madre Teresa têm 29 crianças portadoras de deficiências e nove senhores [idosos] que não podem andar. Como eles farão para sair? Se alguém pode interceder com alguém no poder, e orar, por favor, faça! Nós estamos tentando... que a nossa impotência seja tomada pela Tua Onipotência."[1]
 
A paróquia possui um projeto chamado a “Casa de Cristo em Gaza”, uma casa de cuidados dedicada a cuidar de crianças portadoras de deficiência. Contudo, estas crianças já foram removidas da Casa e transferidas para a Igreja da Sagrada Família, uma vez que o Exército Israelense já bombardeou a região onde se encontrava o projeto.
 
Por isso, a Paróquia apela por orações e o clamor levantado pelo CMI é para que as igrejas e governos espalhados pelo mundo possam se mobilizar através da pressão diplomática para impedir mais este ataque.
 
A ideia é que o Exército Israelense não realize a ofensiva e, além disso, pare da atacar áreas civis e negocie um cessar-fogo com as autoridades palestinas.
  
Obs.: envie esta mensagem para os seus Deputados, Senadores e para o Ministério das Relações Exteriores, assim como para suas autoridades eclesiásticas, bispos, padres e pastores. O Brasil precisa se posicionar mais firmemente e exercer pressão para que o massacre da população palestina tenha um fim, e as negociações caminhem para um processo de paz justa e duradoura na região.


Post feito por: P. Jonas Krause!

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Assembleia da paróquia de Tapejara!

No dia 19/07/2014 às 14h aconteceu a assembleia ordinária da paroquia de Tapejara. Esta assembleia foi sediada pela comunidade de Charrua. Agradecemos a acolhida prestada pela comunidade de Charrua. 

Segue foto das pessoas presentes na assembleia: 

Segue a reflexão do dia!
Evangelho de João 7.37-39
37 Ora, no seu último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim e beba. 38 Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior correrão rios de água viva. 39 Ora, isto ele disse a respeito do Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito ainda não fora dado, porque Jesus ainda não tinha sido glorificado.

Nossa assembleia paroquial aconteceu no mês de julho, tempo do frio, do inverno, tempo das férias escolares de nossos filhos, netos. Mas também no calendário da igreja, é um tempo especial, chamado tempo após Pentecostes.

É tempo em que refletimos sobre a ação do Espírito Santo na nossa vida, e na vida das nossas comunidades, promovendo seu crescimento.

Na igreja cristã, usamos a cor verde nos paramentos, indicando o crescimento silencioso da igreja cristã. Nós, que trabalhamos na terra, e acompanhamos o crescer das sementes, sabemos que a natureza age assim: no silêncio, sem barulhos estrondosos, nem transformações drásticas, devagarzinho, mas sem parar.

Assim age também o Espírito de Deus nas nossas vidas e nas nossas comunidades: de forma contínua, fiel e sem estardalhaços.

No texto do Evangelho que ouvimos, o Espírito Santo de Deus é comparado à água que flui, que corre por um rio. Uma água viva, que se movimenta, que se desloca, atingindo toda terra, as pedras e os barrancos que necessitam dela.


Água é um elemento da natureza vital! Vital para o reino mineral, vegetal e animal Sem água, não há vida!

O Espírito de Deus é água viva, que corre contínua e fielmente! E que, a partir de nós, sua comunidade, atinge a vida, a natureza, as pessoas o nosso redor.

Essa água viva precisa chegar às pessoas. Como é que a gente faz para fazer chegar à água de uma vertente até a nossa casa? ... É através do cano, ou através de uma bica, calha que a água vai chegar ao seu destino final...

Nós somos o cano pelo qual a água passa. Nosso reformador usa essa metáfora.

A água vem e passa pelo pedaço de taquara. O primeiro a ser beneficiado é o próprio pedaço de cano. Tanto que fica um pouco de água no pedaço de taquara, mas ela não pode segurar tudo para si e assim, precisa passar adiante. 


Com isso o pedaço de taquara vizinho vai ser beneficiado com a água. ele também vai segurar um pouco para si, mas também vai beneficiar o seu vizinho. E, assim, a água vai passando sempre mais adiante.


Nesse caminho, para a água chegar ao seu destino final, nós não podemos nos dar o luxo de dispensar ninguém. Todos são importantes por igual. Se tirarmos um pedaço deste cano, então a água não irá chegar ao seu destino e se perderá no meio do caminho, ou ela não vai chegar tão longe o quanto devia, alcançado mais e mais pessoas com essa água maravilhosa que Jesus nos presenteou.

Às vezes, temos a tentação de dizer: “Ah, não precisamos da faxineira, não precisamos do tocador de sinos. Ah, esses membros aí é melhor excluir”. Porém, este não é o jeito de Deus pensar. Deus não quer deixar ninguém fora. Deus quer que todos sejam alcançados pela água.

Muitas vezes somos imperfeitos e deixamos a água cair no chão (...) mas isso não é desculpa para não participar, para não ocupar o nosso lugar.

Pensando na nossa paróquia: nós precisamos de todas as comunidades, pontos de pregação participando, fazendo a sua parte. Se o Ligeiro Alto deixar de fazer a sua parte, então teremos uma redução. Se Cachoeira Alta disser que não quer mais colaborar, então teremos problemas...

Ninguém é dispensável. Nenhuma comunidade, ou ponto de pregação poderá deixar de cumprir a sua tarefa. Quanto mais unidos nós formos, mais longe nós faremos chegar essa água. 

Não é só tarefa do pastor levar a mensagem do Evangelho adiante. Mas é tarefa de todas as comunidades, grupos da OASE, jovens.

Nossa paróquia, iniciada por nossos antepassados com amor e dedicação, tem uma missão neste chão, neste pedaço do Rio Grande do Sul! Não foi em vão que Deus inspirou nossos antepassados a fundar, aqui, uma comunidade, depois, construir uma igreja, e desenvolver um trabalho responsável neste lugar. Nossa missão só será realizada se nos mantivemos unidos, trabalharmos juntos, cada um fazendo sua parte e aceitando os irmãos e as irmãs que também estão juntos nesta tarefa.

O apóstolo Paulo sabia da importância de manter-se a união e o bom espírito entre as pessoas de uma comunidade.
 Ouçamos um trecho de uma carta que ele escreveu para a comunidade de Filipos:

Fp 2.2 completai a minha alegria, para que tenhais o mesmo modo de pensar, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, pensando a mesma coisa; 3 nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo; 4 não olhe cada um somente para o que é seu, mas cada qual também para o que é dos outros.

Jesus prometeu a água viva, que flui a partir de dentro de cada pessoa que crê! Esta água – seu Espírito – está entre nós e segue efetuando a obra. 

Sigamos unidos, sendo canais desta água, canais que se alimentam desta água e que a repassam para frente.


Que a paz de Deus, que excede todo entendimento, guarde nossos corações e pensamentos em Cristo Jesus. Amém.

Post e texto de: P.Jonas Krause!

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Não aprendemos a perder!

Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve. Mateus 11.29-30

Não aprendemos a perder. Há poucos dias, tivemos os jogos da copa do mundo aqui no Brasil. Foram dias intensos. 

Havia muita especulação sobre quem ia ganhar a copa. Por mais que a seleção brasileira viesse jogando mal, por mais que a gente visse que a seleção não iria ganhar esse mundial, ainda assim acreditava-se que o Brasil poderia ganhar. Até o mais pessimista dos torcedores acreditava em seu íntimo que o Brasil poderia terminar esse mundial de forma diferente.

A primeira decepção neste mundial com a seleção brasileira foi no jogo contra a Alemanha. Derrota assustadora. O sonho do hexa foi adiado, sabe-se lá por mais quantos anos. Silêncio, choro, vaias, revolta nos estádios. Ninguém estava preparado para a derrota, derrota que entrou para a história. Após o jogo, muitas explicações por parte dos jogadores, treinador, mas nada iria desfazer o que aconteceu.

O choro das crianças e dos jogadores no estádio foi comovente. Todos estavam preparados para a vitória. Ninguém havia se preparado para aquele resultado. A derrota da seleção foi horrível: 7 a 1. Mas não faria tanta diferença se fosse 3 a 1, ou 1 a 0... Derrota é derrota. Estamos preparados para vencer e, não, para perder.


O mundo no qual nós vivemos nos incita, nos motiva para sermos vencedores. Não vale perder ou empatar o jogo. O que importa é ganhar. Quem é que nos prepara para as perdas?



Penso cá com os meus botões - e tu podes discordar de mim -, mas muitas das doenças psíquicas: depressão, ansiedade, fobias, decorrem do fato de nós não estarmos preparados para enfrentar as derrotas. A vida não é feita só de vitórias. A vida é composta de muitas perdas e, às vezes, não importa o resultado, mas sim, que atitude que nós iremos tomar diante deste resultado. 


Vamos ser pessoas proativas ou vítimas diante dos resultados na vida?Precisamos urgentemente fazer as pessoas refletirem sobre suas vidas. 


Precisamos preparar as pessoas desde a idade mais tenra. 
Pais e mães, ensinem aos seus filhos e filhas a refletirem sobre a importância de saber lidar com as possíveis derrotas da vida. Uma criança que não aprende a lidar com as perdas, desde casa, possivelmente vai se tornar uma pessoa frustrada. Educadores, professores/as, ensinem, façam os seus alunos e alunas refletirem sobre a importância de saber lidar com as possíveis frustrações. Deixo aqui o desafio para nós, igreja cristã: precisamos saber lidar muito mais com as derrotas do que com as vitórias.

Se olho para trás na minha vida e me pergunto onde mais aprendi, posso dizer que foram nos momentos de derrotas, nos momentos de empate de 0x0. Hoje, talvez, depois de estudar um pouco e refletir outro tanto, eu tenha aprendido a importância de saber lidar com as frustrações. Mas ainda assim, sigo sendo um aprendiz.

Mas quem serve para nós de modelo? Qual ser humano poderia nos servir de modelo? Alguém que soube lidar com as perdas e derrotas, frustrações... Os jogadores da seleção brasileira não servem de modelo para nós. O abatimento, a frustração foi visível no rosto. Até mesmo, Leonel Messi mostrou-se profundamente abatido por ter perdido a copa, mesmo sendo eleito o melhor jogador do mundial. Mas, então, quem é que soube ou sabe lidar com as derrotas?

Nós temos este exemplo de pessoa registrado na história da humanidade. Esse ser humano tinha tudo para ser uma pessoa triste, pois as pessoas que estavam com ela “pisaram na bola” muitas e muitas vezes, o tempo todo, mas ele sabia lidar com essas decepções e construía sobre elas. Ele pregou, ensinou, conviveu com as pessoas, mostrando-lhes uma nova forma de viver e comportar-se. Mas, quando ele menos esperava, as pessoas falhavam...


Essa pessoa foi Jesus Cristo. Jesus cristo tinha tudo para ser uma pessoa triste, deprimida, aborrecida por causa das constantes frustrações e baixas que ele via acontecer no meio dos seus seguidores e seguidoras. 

Jesus não se abateu, não recuou. Muitas pessoas dizem que Jesus Cristo é uma invenção da humanidade. Seria impossível inventar uma pessoa assim: uma pessoa que soube lidar perfeitamente com as intempéries que se apresentaram. É impossível inventar uma pessoa perfeita, assim como o foi Jesus Cristo. Jesus foi líder de si mesmo, não tornou-se vítima de suas próprias emoções.


Jesus nos faz um convite generoso: “Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.” Pense nisto e tire as tuas próprias conclusões!